Finalmente!
Salvador entra no circuito internacional dos festivais de Contato Improvisação com o seu primeiro Festival, com data prevista para 21 a 27 de junho de 2010.
Estão confirmadas as presenças dos artistas-contateiros-professores Tinu Hettich e Claudia Roemmel (Suíça), Vanessa Cook (Inglaterra) e Guy Aloni (Israel/Espanha), povo que conhecemos no European Contact Improvisation Teachers Exchange (ECITE09) na Inglaterra, em julho de 2009. Estes artistas também ficam em Salvador para um período de residência artística conosco, cujos resultados pretendemos colocar na bagagem de nossa participação no próximo ECITE que será realizado na Finlândia em agosto deste ano.
Para o Festival, outros mestres ainda poderão ser confirmados para fazer parte da programação. O Festival será gratuito!!!
Temos 80 vagas, sendo 40 reservadas prioritariamente para os bahianos. A seleção será feita por carta de intenção e currículo. Serão favorecido profissionais ou estudantes de dança, praticantes do Contato Improvisação, educadores ou outros profissionais interessados em artes ou terapêuticas do corpo. Noticias sobre esse processo de seleção, em breve.
Processo de Inscrição e Seleção
O Festival será gratuito e conta com 80 vagas. Uma vez que a procura será bem maior que isso, acreditamos, torna-se necessário um processo seletivo. Assim, desde já, estamos recebendo pré-inscrições que constará de envio de currículo e carta de interesse. Não é necessário que o currículo seja voltado para a dança, ou mesmo para arte, ficando a livre critério do candidato o teor deste perfil oferecido. Fica por conta da "carta de interesse" o recurso de mostrar o quanto a participação no Festival será válida para você, para a comunidade e atividades em que está inserido, para o fomento do Contato Improvisação etc.
A primeira lista de selecionados sairá no dia 30 de abril. Em seguida, pediremos a confirmação dos selecionados através do depósito de uma caução no valor de R$ 100,00. Este valor será devolvido no ato do credenciamento, no primeiro dia do festival, para aqueles que estarão vindo de outras cidades, e no final do Festival para os participantes moradores de Salvador. Caso, após a confirmação, o selecionado desista da sua participação no Festival, o valor da caução não será devolvido. Como o Festival é gratuito, essa é uma estratégia escolhida para garantir o pleno aproveitamento da oportunidade que é a realização deste evento, sem que vagas sejam retidas sem serem de fato aproveitadas.
Uma possível segunda lista de selecionados será divulgada no dia 31 de maio, caso pessoas do primeira lista não confirmem suas inscrições.
Portanto... está valendo! Mandem seus currículos e cartas de interesse para o e-mail hugoleon73@hotmail.com
Espaço para falar sobre cultura e pesquisas sobre dança,música,vídeos e educação.
cultura arte e pesquisa
domingo, 11 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
Release do Vídeo Venda da Uai Q Dança Cia.
Uma tenda montada numa feira livre,onde o produto exposto e vendido é a dança.Cinco dançarinas sentadas do lado de fora,cada qual com uma placa de papelão pendurada no pescoço,indicando a dança a ser vendida: contemporânea,moderna,clássica, hip hop e sapateado, e o valor da mesma: R$ 1,00.Uma "vendedora" aborda as pessoas que passam,tentando vender as danças oferecidas.A pessoa que se interessa em comprar,escolhe a dança que deseja e assiste sozinha por meio de uma cortina.Todas as danças tem aproximadamente um minuto e meio.A motivação é provocar discussões sobre a sobrevivência do artista, a formação de público, o consumo fácil e as relações sociais de convívio.
Reflexões sobre o Doc. da Uai Q dança Cia. Video Dança R$1,00
A idéia de vender a dança numa barraca através do projeto da Uai Q Dança Cia, mostra outras formas de conquistar e chamar a atenção do público, criando formas alternativas, talvez de quem sabe, de sobrevivência do artista.Quando se pensa que o homem já criou tudo em dança ele se re-cria para conquista o público e por que não mais admiradores da arte de dançar.Procurando possibilidades de sensibilizar os indivíduos para um olhar sobre as artes.
Observando as ações dos artistas envolvidos e as reações das pessoas que se aventuraram ao comprar uma dança, da qual elas não tinham nem idéia do veriam,nos faz refletir que ainda é possível acreditar e que faz sentido a criação em dança,que faz sentido produzir dança e que principalmente ainda é preciso mudar a concepção da sociedade em relação ao que é ser um profissional de dança e também é preciso criar formas,como este documentário,de chamar a atenção dos orgãos governamentais para o apoio a produção e manutenção dos espetáculos,mostras e eventos de dança no Brasil.
O que se tem feito é muito pouco em relação aos incentivos a cultura neste país.
Cléia Alves
Professora,bailarina e produtora de dança.
Salvador-Bahia.
Observando as ações dos artistas envolvidos e as reações das pessoas que se aventuraram ao comprar uma dança, da qual elas não tinham nem idéia do veriam,nos faz refletir que ainda é possível acreditar e que faz sentido a criação em dança,que faz sentido produzir dança e que principalmente ainda é preciso mudar a concepção da sociedade em relação ao que é ser um profissional de dança e também é preciso criar formas,como este documentário,de chamar a atenção dos orgãos governamentais para o apoio a produção e manutenção dos espetáculos,mostras e eventos de dança no Brasil.
O que se tem feito é muito pouco em relação aos incentivos a cultura neste país.
Cléia Alves
Professora,bailarina e produtora de dança.
Salvador-Bahia.
terça-feira, 30 de março de 2010
A Dança em Manaus e os 15 anos da Cia Ballet da Barra


2010! Ano em que a Cia Ballet da Barra completa 15 anos de duras conquistas em Manaus. Estamos felizes com o nosso “debut” e também com a conseqüente conquista de mais oportunidades de mostrar o resultado de tanto trabalho.
Os professores e produtores da Cia Ballet da Barra começaram o presente ano na primeira posição, ou seja, com o pé direito à frente. Conseguimos apoio para continuar nossas atividades e é claro que falta muito para ficarmos satisfeitos. Acho que satisfeitos, é uma palavra que raramente usamos na Cia, digamos que por hora estamos contentes.
Produzir espetáculos e manter esta produção no palco, ainda é um sonho. Um sonho de sucesso sulista. Sonho de ser uma produção como as do eixo Rio-São Paulo ou de algumas capitais do nordeste que ficam 10, 15, 20 anos em cartaz.
O espetáculo “A Criação do Mundo”, com três anos de existência, obteve mais três apresentações nos palcos de Manaus, com minha direção coreográfica e direção artística de Muriel Gonçalves e Magda Carvalho, ex-alunas do Núcleo Ballet da Barra que agora o integram como diretoras, coreógrafas e professoras. Temos ainda a temporada do espetáculo Manaus Cabocla que completa cinco anos de apresentações em Manaus. Viva! Conseguimos manter a duras penas cinco anos de apresentações. Sinceramente desconheço outro grupo, Cia, núcleo que tenha conseguido tal feito em nossa “mana Manaus”. Quem conhecer divulgue tal fato para que fique registrado ha história, porque é uma gloria e merece nosso respeito e aplausos.
Muitas portas se abrem a cada ano e devemos agradecer aqueles que retribuem os nossos esforços nos proporcionando maiores oportunidades, mas queremos muito mais. Queremos mais mostras de dança, seminários, congressos e grandes festivais com tapete vermelho para nossos artistas e tudo mais que possa somar ao movimento da dança em Manaus. E que venham mais 15 anos com a Cia Ballet da Barra. Parabéns a todos por mais esta conquista.
Cléia Alves
Diretora Artística da Cia Ballet da Barra
(residindo no momento na cidade do Salvador -Bahia)
segunda-feira, 29 de março de 2010
Projeto "Dança da Gente"- Oficina de Dança Afro-Brasileira
O Prêmio de Apoio e Incentivo a Cultura-PAIC, promovido pela Fundação Municipal de Cultura e Turismo-ManausCulT em 2009 foi mais uma oportunidade de continuar as atividades e o fortalecimento do nosso trabalho com o Núcleo Ballet da Barra, situado na Zona Leste de Manaus.
O Núcleo funciona desde o ano de 2001 sob minha direção artística e coordenação administrativa e produção da professora Marta Marti . Atualmente contamos com a colaboração das professoras Muriel Gonçalves, Magda Carvalho, Juliana Borges e Celice Freitas.
O Prêmio destinou-se a ministrar duas oficinas, sendo; uma de dança com os ritmos do samba, coco, ciranda de Pernambuco e Amazonas e dança dos orixás e outra de capoeira: subdividida em regional ministrada pelo professor Felipe Fofinho e capoeira angola ministrada pelo Mestre KK Bonates, todos os dois pertencentes ao Grupo de Capoeira Cativeiro do Amazonas.
As oficinas aconteceram no Ginásio do São José conhecido popularmente como ZEZÃO, situado no bairro São Jose I.
A proposta inicial era ministrar as oficinas nas escolas, mas devido à questão de logística e demanda de alunos optamos por realizá-las no Ginásio Zezão, também pela facilidade do acesso ao mesmo.
A oficina de capoeira regional aconteceu na primeira semana de dezembro de 2009 pela parte da tarde e puderam participar crianças na faixa etária de oito anos até jovens com dezoito anos, que estudavam em escolas da zona leste de Manaus, devidamente comprovados com documentos.
Na segunda semana de dezembro aconteceram as oficinas de dança, ministradas por mim e a de capoeira angola ministrada pelo Mestre KK Bonates, no período da tarde no mesmo local.
Nesta oficina de capoeira angola as crianças puderam vivenciar um pouco mais sobre a História da capoeira e entender sobre os instrumentos de percussão.
O objetivo das oficinas foi disseminar a cultura afro-brasileira aproximando os estudantes do ensino fundamental e médio da zona leste de Manaus com os bailarinos do Ginásio do Zezão, visando à interação e a convivência com a dança voltada para as matrizes negras.
O que me motivou par a realização desta oficina foi ver que na cidade de Manaus ocorre o desenvolvimento de várias linhas utilizando a dança como parte integrante de manifestações artísticas e culturais. A dança afro em Manaus vem ganhando espaço e se difundindo graças a trabalhos realizados por comunidades alternativas. No entanto a inclusão destas danças nas escolas ainda se encontra timidamente em processo educacional de consciência étnica. É preciso maior divulgação, afirmação e fortalecimento da cultura afro-descendente nas escolas e centros comunitários, buscando promover e desenvolver a sensibilização de crianças e jovens para a importância da cultura negra no Amazonas e no Brasil.
Como resultado da oficina “Dança da Gente” foi apresentada uma pequena mostra de dança afro-contemporânea e uma brincadeira e vivência com a roda de capoeira.
As aulas foram registradas em fotos e um DVD, onde posteriormente será entregue para duas escolas da zona leste e a para a Associação dos Profissionais de Dança do Amazonas-APRODAM.
O Projeto “Dança da Gente” pretendem continuar com aulas de dança afro-contemporânea, capoeira e pesquisa coreográfica com matrizes negras.
Dessa forma poder contribuir para um pensamento mais justo e igualitário levando o respeito e humanidade. A valorização da cultura afro-brasileira fortalecerá a preservação os saberes e fazeres de um povo.
Cléia Alves
Diretora, professora e coreógrafa
da Cia Ballet da Barra.
O Núcleo funciona desde o ano de 2001 sob minha direção artística e coordenação administrativa e produção da professora Marta Marti . Atualmente contamos com a colaboração das professoras Muriel Gonçalves, Magda Carvalho, Juliana Borges e Celice Freitas.
O Prêmio destinou-se a ministrar duas oficinas, sendo; uma de dança com os ritmos do samba, coco, ciranda de Pernambuco e Amazonas e dança dos orixás e outra de capoeira: subdividida em regional ministrada pelo professor Felipe Fofinho e capoeira angola ministrada pelo Mestre KK Bonates, todos os dois pertencentes ao Grupo de Capoeira Cativeiro do Amazonas.
As oficinas aconteceram no Ginásio do São José conhecido popularmente como ZEZÃO, situado no bairro São Jose I.
A proposta inicial era ministrar as oficinas nas escolas, mas devido à questão de logística e demanda de alunos optamos por realizá-las no Ginásio Zezão, também pela facilidade do acesso ao mesmo.
A oficina de capoeira regional aconteceu na primeira semana de dezembro de 2009 pela parte da tarde e puderam participar crianças na faixa etária de oito anos até jovens com dezoito anos, que estudavam em escolas da zona leste de Manaus, devidamente comprovados com documentos.
Na segunda semana de dezembro aconteceram as oficinas de dança, ministradas por mim e a de capoeira angola ministrada pelo Mestre KK Bonates, no período da tarde no mesmo local.
Nesta oficina de capoeira angola as crianças puderam vivenciar um pouco mais sobre a História da capoeira e entender sobre os instrumentos de percussão.
O objetivo das oficinas foi disseminar a cultura afro-brasileira aproximando os estudantes do ensino fundamental e médio da zona leste de Manaus com os bailarinos do Ginásio do Zezão, visando à interação e a convivência com a dança voltada para as matrizes negras.
O que me motivou par a realização desta oficina foi ver que na cidade de Manaus ocorre o desenvolvimento de várias linhas utilizando a dança como parte integrante de manifestações artísticas e culturais. A dança afro em Manaus vem ganhando espaço e se difundindo graças a trabalhos realizados por comunidades alternativas. No entanto a inclusão destas danças nas escolas ainda se encontra timidamente em processo educacional de consciência étnica. É preciso maior divulgação, afirmação e fortalecimento da cultura afro-descendente nas escolas e centros comunitários, buscando promover e desenvolver a sensibilização de crianças e jovens para a importância da cultura negra no Amazonas e no Brasil.
Como resultado da oficina “Dança da Gente” foi apresentada uma pequena mostra de dança afro-contemporânea e uma brincadeira e vivência com a roda de capoeira.
As aulas foram registradas em fotos e um DVD, onde posteriormente será entregue para duas escolas da zona leste e a para a Associação dos Profissionais de Dança do Amazonas-APRODAM.
O Projeto “Dança da Gente” pretendem continuar com aulas de dança afro-contemporânea, capoeira e pesquisa coreográfica com matrizes negras.
Dessa forma poder contribuir para um pensamento mais justo e igualitário levando o respeito e humanidade. A valorização da cultura afro-brasileira fortalecerá a preservação os saberes e fazeres de um povo.
Cléia Alves
Diretora, professora e coreógrafa
da Cia Ballet da Barra.
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