cultura arte e pesquisa

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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

GRUPO CULTURAL MALUNGO DUDU

Desde o mês de agosto de 2015 estão sendo realizados encontros e ensaios do Malungo Dudu que em 2015 retoma com um formato mais voltado para os vários ritmos da música popular brasileira dentre eles os de terreiros, samba reggae e samba de roda.


Os encontros e ensaios estão sendo realizados na Galeria do Bar Caldeira, que é o maior apoiador deste projeto cultural em Manaus, sendo às quintas das 19:00 às 21:00 e sábados das 16: às 18:00 horas. Qualquer pessoa pode participar.


O Malungo Dudu teve sua criação no final da década de 80, e participou de vários eventos culturais ligados ao movimento negro de Manaus, liderados por Nestor Nascimento e KK Bonates.


O objetivo do Malungo Dudu é fazer  um trabalho com a arte integrando música, dança, capoeira, poesia e performance, de cunho político e social que combata  a discriminação racial, pensando no fortalecimento da identidade étnica ,da igualdade de gênero, cidadania e autoestima.


Por Cléia Alves.

ENSAIO  BAR CALDEIRA


ENSAIO BAR CALDEIRA

ENSAIO BAR CALDEIRA

ENSAIO BAR CALDEIRA

ENSAIO BAR CALDEIRA

ENSAIO BAR CALDEIRA

APRESENTAÇÃO NA ASSINPA, 1989.

APRESENTAÇÃO NA ASSINPA, 1989

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Um Sacerdote chamado Wilson Falcão Real


Falar de Candomblé de Angola na Cidade de Manaus é se referir as casas tradicionais estabelecidas no bairro Lírio do Valle II, onde residem três sacerdotisas responsáveis por dar continuidade aos ensinamentos e aos mistérios dessa religião que chegara em Manaus na década de 1970. A trajetória dessa nação de candomblé apresenta como sua figura responsável um certo Bahiano conhecido como Wilson Falcão Real (Tatá Mutalambô).

Wilson Falcão Real nascera no dia 24 de setembro de 1946, e teve sua iniciação no candomblé na cidade de Salvador. De origem circense, Wilson era um artista nato, ator, bailarino, folclorista, sacerdote... A vida de Wilson Falcão Real fora ligada estritamente a arte e a religião, em suas andanças pelo norte do Brasil, é um dos granddes sacerdotes ainda hoje lembrado pelo povo do santo.

Além de Sacerdote de Candomblé, Wilson Falcão Real ocupara diversos cargos públicos, tanto no Amazonas como em Roraima, chegando inclusive a ser um dos Coordenadores do Departamento de Dança do Teatro Amazonas e um dos pioneiros dos debates e inserção da cultura negra nas escolas públicas do Amazonas.

Sua chega a Manaus data dos idos da década de 1970, quando a convite de senhor Raimundo Branco, chegaria para acompanhar uma festa de Tambor de Mina, que a partir daí mudaria completamente o cenário afro religioso no Amazonas. Com autoridade religiosa e conhecimento litúrgico, Wilson Falcão Real, passaria a ministrar cultos afro-religiosos em língua, e promove a saída de uma primeira turma de iniciados no Candomblé. Segundo dados apresentados por Mameto Lembajinam, Tatá Mutalambô, chegara a iniciar cerca de 46 pessoas nos mistérios do Candomblé.

Sua ida para o Estado de Roraima traria novos rumos para o Candomblé de Angola, pois assim como em Manaus, Wilson fincaria raízes da Nação Angola naquele Estado, tanto que é apontado como um dos responsáveis pela fundação do candomblé de nação em Boa Vista, culto que hoje é preservado por Tatá Boculê.

Sua luta em prol da cultura negra vai além do Candomblé, Wilson Falcão Real ficara conhecido por suas coreografias apresentadas no palco do Teatro Amazonas, na qual sempre apresentava danças dos Orixás, e principalmente por sua luta contra o preconceito a religião dos ancestrais africanos. Fundara na década de 1980 o Inzo Muzambo Tatá Mutalambô, considerada por membros do Candomblé de Angola, como a primeira casa de culto a Nkisses da Cidade de Manaus.

Wilson faleceu no ano de 1992, em decorrência de uma parada cardíaca, e esta sepultado em Manaus, no Cemitério Parque Tarumã, e seus ensinamentos religiosos hoje se encontram preservado no Abassá de Angola de Danda Keuamaze, sobe a responsabilidade de Danda Keuamaze, e no Abassá de Angola de Nenguá Taumbire, dirigido por Danda Taumbire e Mametu Lembajinam, que preservam e se mantém fieis ao Candomblé de Nação Angola.

A trajetória de Wilson Falcão Real no Amazonas, o estabelecimento do Candomblé de Angola na Cidade de Manaus, seu pioneirismo na liturgia bantu, o tornara não apenas um simples sacerdote e sim o principal responsável pela fundação e a preservação dessa religião enigmática e misteriosa e que apresenta no culto aos Nkisses a figura de seus ancestrais.
Luciney Araújo é pesquisador do NCPAM/UFAM e dos especialistas da cultura e religiosidade afro na Amazônia.
FONTE:
http://www.ncpam.com.br/2009/11/um-sacerdote-chamado-wilson-falcao-real.html

quinta-feira, 10 de julho de 2014

IV MOSTRA DE CULTURA POPULAR DO AMAZONAS

Cultura popular no Largo de São Sebastião Publicado em: 09/07/2014




Nesta quinta-feira, dia 10, o Largo de São Sebastião vai transbordar de cultura popular, a partir das 16h. Os grupos Tambor de Crioula Punga Baré, Maracatú Eco da Sapopema, Gambá e Boi Temozinho de Maués, Gambá de Humaitá, Bando da Anunciação, Cordão da Marambaia e Cativeiro presentaram um pouco da cultura que anima a região norte. Além disso, a programação contará com apresentações de teatro de rua e artistas circenses.
cultura_popular
“É um evento importante, pois trata-se da ocupação de um espaço público pela diversidade da cultura popular amazonense”, explica o Secretário de Estado da Cultura, Robério Braga.
As apresentações fazem parte da IV Mostra de Cultura Popular e são todas realizadas fora do palco, o que possibilita um contato estreito do público com os artistas. Com o intuito de reunir as mais marcantes manifestações tradicionais do Amazonas em torno de suas festas a Mostra se tornou uma grande congregação de mestres, aprendizes e saberes em formato de feira.


FONTE:
http://www.cultura.am.gov.br/cultura-popular-no-largo-de-sao-sebastiao/

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

PROJETO PRESENÇAS NA REVITA IDÉIAS EDITADAS.

REVISTA IDÉIAS EDITAS ANO 3 - N.10-OUT/NOV/DEZ DE  
                                    2013-MANAUS/AM



quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

PROJETO MATUMBÉ NA FESTA ANUAL DO GRUPO MATUMBÉ CAPOEIRA 2013


No dia 21 de dezembro o Núcleo Ballet da Barra juntamente com a Cia Ballet da Barra estará realizando uma apresentação de danças de matrizes negras encerrando o Projeto Matumbé-Oficinas de Danças Afro-brasileiras na programação da Festa Anual do grupo Matumbé de Capoeira-Amazonas, com início às 14 horas na quadra de esportes da Vila Olímpica do Dom Pedro I, Avenida Pedro Teixeira, nº 400.

O Projeto Matumbé foi contemplado pelo Edital Prêmio Agente Jovem de Cultura: Diálogos e Ações Interculturais, promovido pela Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura em 2012 e vem desenvolvendo aulas de dança com capoeira desde janeiro de 2013.

Kamila Cavalcante foi a agente jovem contemplada com a ideia de dar continuidade as atividades do projeto que já existe no Núcleo Ballet da Barra. Incentivada pelas professoras Cléia Alves (coordenadora artística) e Marta Marti (coordenadora pedagógica) Kamila viu uma oportunidade de continuar as atividades de danças populares, pois esta é uma das modalidades que o projeto desenvolve com crianças e adolescentes desde 2008 no Ginásio São José, I mais conhecido como Zezão.

De acordo com a coordenadora artística, Cléia Alves, o projeto tem como um dos objetivos principais promover a sensibilização de crianças, jovens e adultos para a importância da cultura do negro no Amazonas e no Brasil."Queremos com este projeto possibilitar a formação de agentes multiplicadores que posteriormente possam difundir e fomentar a dança com matrizes negras no Amazonas", afirma Cléia.

O projeto fará seu encerramento na programação da Festa Anual do Grupo Matumbé de Capoeira que estará realizando troca de graduações. Na programação da festa acontecerá também: Samba de Roda e apresentação do grupo Tambor de Crioula Punga Baré-Mestre Castro. O grupo Matumbé de Capoeira (Ex-Cativeiro) existe há 34 anos, possui filiais na Espanha, Islandia, Jamaica, Itália e Estados Unidos. O grupo Matumbé é um dos grandes apoiadores do projeto tendo a frente o Mestre KK Bonates, um grande agitador cultural e militante do movimento negro no Amazonas. Outros apoiadores são: o Centro de Investigação em Arte e Cultura Afroameríndia-FACCI e Prefeitura de Manaus. A apresentação tem entrada gratuita e todos podem prestigiar a festa.